OCUPAÇÃO DAS ESCOLAS EM SP – RESULTADO DE UM PROJETO MAL ELABORADO

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Brinquei recentemente que o pessoal da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo deveria participar do meu curso em janeiro INTELIGÊNCIA NA ELABORAÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS. Isso porque o projeto que tentaram implantar nas escolas, que até parece interessante, errou num ponto fundamental e que pode simplesmente destruir uma boa idéia e sua realização: A GESTÃO DOS STAKEHOLDERS.

Nunca diga nunca, mas eu digo agora: nunca faça isso. Muitos projetos fracassam ao ignorar a importância das pessoas e empresas envolvidas direta ou indiretamente. Identificar, avaliar e se comunicar com os participantes, além de garantir a fluência do projeto, pode também melhorar a sua performance.

Claro que, infelizmente, vimos isso acontecer com mais frequência por ações do governo (qualquer governo). Eles conseguem destruir e errar nas mais variadas fases de planejamento ou implantação de um projeto. Cai viadutos, pontes, demora 10 vezes mais o tempo ou gasta o dobro orçamento previsto etc. Mas nem por isso é só mérito deles. Nas produções do segundo setor, do setor 2.5 e do terceiro setor vimos também isso acontecer.

Onde está o erro? Eu arriscaria o palpite (+experiência) de que 90% é no planejamento e na gestão de riscos. Já participei e já ouvi histórias de pessoas em eventos onde o estande caiu, o público não veio, o produto não ficou pronto, a comida estragou, o fotógrafo não foi, faltou lugar, a bebida acabou e por aí vai. Isso não é algo da natureza como uma chuva, vendaval ou algum outro imprevisto onde não temos o controle. Isso é erro de planejamento, falta de visão, falha na construção.

No caso do projeto da mudança nas escolas de São Paulo, pode até ser que tenha sido bem construído o conteúdo. Mas projeto não vive só de conteúdo, de justificativas, de objetivo. Por mais que sejam pertinentes e impressionantes se não houver uma boa estratégia de implantação o fracasso estará rondando.  Não se impõe um projeto, ele é conjunto. Ora, se o público principal, para quem a secretaria de cultura trabalha não aprovou é porque houve sim uma grande e trágica falha no projeto de conteúdo, ou de planejamento ou de implantação. Mas foi um erro.

Para a secretaria tenho duas coisas pra falar:

1 – SUGESTÃO – Inteligente seria abortar o projeto. Ganham muitos pontos. Um bom assessor de imprensa podem ajudar vocês a fazer isso da forma certa. Depois, se o projeto é mesmo bom, voltem para a mesa de planejamento, reiniciem o processo, avaliem o que aconteceu e porque, refaçam por módulos. Comecem novamente, por partes em 2017. Mostrem resultado. Conquistem a confiança e “Voilá” vai dar certo.

2 -AGRADECIMENTO – Isso que aconteceu vai virar um “case” para os meus cursos. Na lista do que não fazer. Obrigada.

E para você, espero que tenha gostado. Deixe comentário, dê sugestão de novos conteúdos, tire suas dúvidas. Estou a disposição. Obrigada.

Aproveita e compartilha, informação e conteúdo devem ser sempre partilhados. É dando que se recebe. 🙂

 

HOJE – DICAS PARA PARTICIPAR DO CURSO SOBRE O PROAC EDITAL/SP – TOTALMENTE GRATUITO

cropped-proac.jpgE é hoje nosso curso e bate papo para esclarecer dúvidas sobre os editais abertos do PROAC EDITAL 2015. Como se cadastrar, como funciona a seleção, como pensar em um bom projeto, como escrever o seu projeto e como executar. Além de muito mais dicas para você que está em qualquer lugar de São Paulo. A novidade serão as mudanças que aconteceram e as novas formas de cadastro.

Para participar você precisa acessar o link: https://plus.google.com/u/0/events/c8pi3qufli2ktruugilmsaj4vv8

É necessário instalar o plugin do Hangout para assistir ao vivo. Para isso é necessário você ter uma conta no GMAIL. Também muito rápido o cadastro. Você poderá também conversar pelo bate papo do Hangout.

Sugiro que você faça um teste antes verificando se consegue assistir outros Hangouts que estejam abertos para experimentar. Qualquer dúvida me manda um email no mariliadelima@gmail.com.

Confirme sua presença na própria página do evento. Ainda não sabemos, devido ao tempo, se iremos ou não gravar. Portanto, não perca esta oportunidade. Te espero hoje as 19 horas no link acima. Para os participantes teremos o eE-book “PROAC EDITAL 2015” e CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO.

Gostou? Curta e comente. Compartilhe também pois informação tem que circular. Estou a disposição para dúvidas.

GRANDES IDÉIAS, POSSÍVEIS NEGÓCIOS

@IDEIASSempre gostei de comprar e ler revistas sobre negócios. Conheço quase todas e leio regularmente a maioria. E percebo o quanto a cada ano e a cada mês as matérias vêm abordando cada vez mais o tema da economia criativa, dos negócios criativos.

Na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios do mês de maio/2015 tem uma série de matérias que também fala da economia criativa. Na coluna “Grandes  Idéias” tem três casos que achei muito legal e compartilho com vocês:

– O publicitário Diego Oliveira de 25 anos que ao assistir um filme com uma amiga que é cega descobriu que poderia pensar em um projeto para auxiliar as pessoas com deficiência visual, a saber, do que se trata o filme. Foi aí que criou a Legenda Sonora que trabalha com conteúdo audiodescritivo.

– O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assinou um decreto que regulamenta a instalação de parklets na cidade. São mini praças construídas em duas vagas de estacionamento e que podem ser usadas como praças por toda a cidade. Essa é uma idéia que cria por toda a cidade espaços, muitos com Wi-fi, onde a convivência e a diversão podem ser encontradas em lugares inusitados. A possibilidade de instalação de paklets pode se tornar pontos de cultura e de atividades lúdicas.Veja-PSDB-11

– A “Britolândia” que fala sobre a propagação da marca e do design do pernambucano Romero Brito. É impressionante como o trabalho dele tem se propagado e replicado desde roupas, tecidos, bebidas, carros, carrinhos de bebê etc.

Tinham mais casos na revista sobre o assunto, mas resolvi mostrar estes dois. Além dessa revista têm muitas outras que vem falando sobre a questão das idéias criativas, muitas e muitas envolvendo a cultura, e que tem virado negócios criativos sustentáveis.

Por isso, veja estes exemplos e pense mais sobre o assunto. Quem sabe você não vai ter aí uma grande idéia né?

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O TURISMO, A CULTURA E A BROADWAY

@TURISMOComo já comentei no post passado estive na WTM Latin America, uma grande feira de turismo internacional que aconteceu em abril aqui em SP. Um dos estandes que visitei foi o de Nova York. Neste foi um dos estandes onde vi exemplos de como é organizado o turismo e a cultura por lá. Além de folhetos e mais folhetos sobre a cidade, seus roteiros, hotéis, transporte e outros tinha muita coisa cultural.

– Visita guiada pela cidade contando sua história,

– visita a prédios que são patrimônio histórico,

– vários roteiros para visitar museus temáticos ou com obras de arte,

– Guia das principais galerias de arte etc.

Estas são ações que gostaria de falar com vocês em outro post. Mas neste quero falar sobre um guia da Broadway que muito me interessou.

IMG_20150508_140523597A Broadway é uma (larga) Avenida em Nova York, EUA. Ela atravessa o condado de Manhattan e do Bronx. Além de ser famosa por ter virado um cartão postal usado em filmes e programas de TV ela é muito famosa por ter mais de 43 teatros onde constantemente abriga dezenas de produções famosas, com gente famosa e que faz tanto sucesso que chega a ficar em cartaz por anos. Quem visita Nova York obrigatoriamente passa pela avenida. Faz parte do roteiro.

Pois bem, além deste guia com toda a programação dos teatros e informações dos mesmos existe também um serviço para levar o turista aos teatros. São roteiros com guias e transporte incluído. Falam espanhol, português, francês etc. Serviço, assim como os outros que citei acima, que podem ser contratados aqui no Brasil, quando for comprar a sua viagem.

Temos em São Paulo o Guia Off e algumas outras publicações. Mas precisamos melhorar muito a nossa performance com relação à estrutura de oferta dos produtos culturais aos turistas. Não temos material adequado nos hotéis, não temos material adequado em inglês e espanhol no mínimo. Não temos o nosso turismo e muito menos a nossa cultura organizada para conseguir alcançar este público que tanto quer descobrir atrações variadas na cidade que estão visitando. Na maioria das vezes a atração em São Paulo se resume nos prédios culturais e museus mais conhecidos e na culinária.

No Rio de Janeiro não é diferente mesmo sendo uma cidade ainda mais visitada por estrangeiro e berço de grandes novidades culturais. Conversando com um profissional de turismo receptivo do Rio ele me confessou que o turista internacional, que ele atende muito, acaba tendo informações sobre boates, danceterias e praia. O circuito cultural e das atividades culturais tem que ser descoberto “a força”. Reclamou até que o Jornal O Globo, praticamente o único que existe agora segundo ele, eliminou a agenda cultural diária da publicação.

Acredito que na maioria das capitais seja assim também. No interior nem se fala. Nossa organização do turismo está melhorando, mas a organização das ofertas culturais ainda tem muito que aprender.

O que é bom nisso? Que o mercado ainda tem muita demanda e lacunas para serem preenchidas pelos empreendedores da economia criativa.

Idéias como: – Receptivo cultural para circuitos de shows, galerias, prédios tombados etc. ou – Visitas guiadas em espaços culturais. Podem ser implantadas e gerar um sucesso de negócio. Isso pode ainda não ter sido pensado na sua cidade ou região. Veja o que já tem e pense no que pode inovar. Fica aí minha dica de cada vez mais aproximar turismo e cultura e juntos serem um bom negócio.

Gostou? Curta e comente. Compartilhe as idéias e informações, pois conhecimento e conteúdo devem circular.