10 DICAS IMPORTANTES PARA REALIZAR OS PROJETOS

Segue aqui 10 dicas importantes que você precisa saber sobre projetos:

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  1. SE SEU PROJETO NÃO ESTÁ ESCRITO, NÃO TEM OS ORÇAMENTOS E CRONOGRAMAS DESENHADOS, VOCÊ NÃO TEM UM PROJETO, TEM SÓ UMA IDEIA. – Algumas pessoas têm idéias, fazem um pequeno resumo no papel, apontam as justificativas etc., mas não escrevem nada de prático. Isso não é um projeto, é uma ideia, não confunda. As perguntas que orientam para esta construção detalhada são: O que é, quanto é, para quando é, com quem é, como é e por aí vai.
  1. ESCREVA UM PROJETO PELO PROJETO E NÃO PARA UMA LEI OU EDITAL – Um projeto tem que atender a uma demanda visualizada no planejamento estratégico da pessoa, empresa ou instituição. A ação de desenhar e escrever um projeto, que custará seu tempo, deve ser alinhado com a visão geral do caminho a percorrer. Leis e editais são para viabilizar financeiramente os projetos que você sonha, que você precisa.
  1. PROJETO TEM COMEÇO, MEIO E FIM, ao contrário de uma empresa ou uma carreira que trabalhamos para que não tenha fim. Um projeto sempre tem um objetivo que, ao ser cumprido, finaliza as ações. Portanto, pensar nesse desenho é também pensar em uma boa finalização. Tem gente que faz projeto que nunca termina. Fica enrolado com prestação de contas, com finalização de fotos e vídeos etc. Isso é erro de planejamento.
  1. PROJETO TEM QUE CONTER A VERDADE, NADA MAIS DO QUE A VERDADE– Isso é muito importante para se aprender com relação aos projetos. Alguns acham que é difícil escrever, pois focam em argumentos e condicionamentos que tornam o “escrever um projeto” algo intocável. Para escrever coloque a verdade exata de como você vai fazer, o que vai precisar para construir e executar sua ação.
  1. PROJETO É UMA RECEITA DE BOLO – ao escrever um projeto escreva de forma que quem pegar o documento possa executá-lo. Ele é uma receita tem que ter todos os ingredientes e o “modo de fazer”. Para testar, dê pra alguém que não é da área ler. Se entender, maravilha, está pronto.
  1. PROJETO NÃO É TESE DE TCC – Um projeto não é uma tese para doutorado ou mestrado. Não deve ter linguagem rebuscada e deve ser de fácil compreensão. Deve ser claro, direto e prático. Somente na justificativa que é permitido dissertar sobre a importância, o contexto. Mas mesmo assim não deve ser extenso.  
  1. PLANEJE, PLANEJE, PLANEJE E DEPOIS ESCREVA – A parte mais importante na construção de um projeto é o planejamento. É nessa hora que há pesquisa de mercado, avaliação do contexto, discussão e mapeamento de riscos etc. Enquanto essa visão geral não for avaliada e processada não se deve finalizar o documento. Quanto maior a pesquisa, maior o acerto.
  1. LEIS DE INCENTIVO OU EDITAIS SÃO FÁCEIS DE ESCREVER E CADASTRAR –Nenhuma lei de incentivo ou edital é difícil de participar. Com o projeto pronto e escrito faça o que pede a lei ou edital. O que não pode é ter preguiça de ler, de buscar conhecimento. Mas, se está inseguro ou não tem tempo, sempre tem um bom produtor no mercado que pode escrever e cadastrar o projeto “com” você.
  1. CAPTAÇÃO DE RECURSOS E PRESTAÇÃO DE CONTAS COMEÇA NO PLANEJAMENTO – Essa é uma parte também muito importante de saber. Na fase do planejamento é também a hora de pensar de onde virá o dinheiro e quais as possibilidade. E como esse dinheiro será gasto e como isso será comprovado. Estes dois itens bem planejados evitam muitas dores de cabeça.
  1. PROJETO É UM MEIO, NÃO É O FIM – Outra confusão que se faz e achar que ter projetos é fundamental para a sobrevivência do grupo, da entidade, do artista etc. Fundamental é saber “o que você quer ser quando crescer, além de salsicha” (risos). Fundamental é saber aonde quer chegar e criar um planejamento estratégico. Nesse planejamento poderá conter um ou mais projetos e estes devem ter relação com o que se pretende conquistar. E não o contrário.

E é isso. Espero que tenha sido útil. Gostou? Curta e comente. Mas principalmente, compartilhe “Conhecimento tem que circular”.

FURNAS ABRE EDITAL DE OCUPAÇÃO 2016/17

P_20151209_145256_1_HDR_pEstão abertas as inscrições para o Edital de Ocupação dos Ambientes do Espaço Furnas Cultural 2016/2017
Furnas Centrais Elétricas S.A. comunica que receberá no período de 04 de janeiro de 2016 a 12 de fevereiro de 2016 projetos culturais destinados à ocupação dos ambientes do Espaço Furnas Cultural, localizado na sede da Empresa, na cidade do Rio de Janeiro – RJ, no bairro de Botafogo, para formação de sua programação de 2016 e 2017.
Furnas disponibilizará um investimento de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) de recursos próprios, para projetos apresentados nas seguintes áreas artísticas:

– Artes Visuais (Exposição)
– Artes Cênicas (Teatro adulto e infantil)
– Música (Erudita ou Popular)

Você pode acessar aqui para saber mais sobre como participar.

E não se esqueça de curtir, de compartilhar e de comentar. Conhecimento e informação tem que circular. 🙂

07 chamadas públicas para o evento EMERGÊNCIAS

(Via Minc)

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De 7 a 13 de dezembro, o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) realizarão, no Rio de Janeiro, o Emergências, evento que reunirá representantes de diversos países para o debate de propostas e experiências diante dos desafios sociais e políticos do século XXI.

Para intensificar a participação social no evento, a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultura (SCDC) do MinC irá lançar diversas chamadas públicas. Três já estão valendo: apoio para a compra de passagens internacionais, inscrição de voluntários e cadastramento de pontos de hospedagem solidária.

Os representantes de iniciativas ibero-americanas que queiram ter o apoio financeiro na compra de passagens aéreas deverão se inscrever até o dia 16 de novembro. Para os interessados em trabalhar no evento de forma voluntária, o prazo é até 20 de novembro. Já os moradores do RJ que possuam espaços disponíveis na cidade e que possam oferecer hospedagem de forma gratuita têm até 30 de novembro para se inscrever.

Nos próximos dias, serão lançadas chamadas para que interessados possam enviar propostas de programação (encontros, oficinas, mostras, exposição, etc), para apresentações artísticas e para percursos na capital carioca. O resultado de cada uma delas será divulgado até uma semana depois do encerramento das inscrições.

A grade de atividades contará com workshops, oficinas, círculos de diálogos, encontro de redes e movimentos, shows e intervenções artísticas. O evento reunirá artistas, pensadores, ativistas e cientistas de todo o mundo.

Confira as Chamadas:

Passagens Internacionais:

Para apoiar a participação de representantes de iniciativas culturais ibero-americanas, o programa IberCultura Viva lança a Convocatória Emergências. Vinte pessoas de países ibero-americanos serão contempladas com passagens aéreas para o Rio de Janeiro. As inscrições vão até o dia 16 de novembro.

Colaboradores:

Estão abertas 30 vagas para os interessados em integrar a construção do Emergências de forma voluntária nas equipes de produção e comunicação. As inscrições vão até o dia 20 de novembro.

Hospedagem Solidária:

Com a finalidade de mapear espaços disponíveis em receber agentes culturais, jornalistas, artistas, produtores, comunicadores e ativistas de todo o mundo, a Chamada de Hospedagem Solidária se destina para aqueles que possuem espaços disponíveis e interesse em receber tais agentes. As inscrições vão até o dia 30 de novembro.

Veja neste link todas as chamadas públicas.

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INTELIGÊNCIA NA ELABORAÇÃO E GESTÃO EM PROJETOS – CURSO PRESENCIAL EM JANEIRO DE 2016

Você que queria muito meu curso presencial olha ele aí. Dias 16 e 17 de janeiro, em São Paulo nós poderemos nos encontrar e falar sobre a INTELIGÊNCIA NA ELABORAÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS. Essa é minha primeira agenda para o ano de 2016 e quero te ver por lá.

12187673_10154386991478712_7530135820567049477_nFalaremos sobre:

  • Escolher a ideia,
  • Construir o esboço,
  • Utilizar o MÉTODO**
  • Escrever o projeto
  • Leis de incentivo e editais
  • Plano de Mídia
  • Captação de recursos
  • Execução/ Gestão
  • Finalização
  • Prestação de contas
  • Extras

Um curso imperdível para quem quer realmente aprender a fazer projetos reais, factíveis, criativos e inteligentes. Um curso para quem não quer só escrever e aprovar projetos mas que quer executar, captar e realizar o que está proposto.

No curso, além de me basear pelas técnicas do PMI (Um instituto que pesquisa e define parâmetros para o gerenciamento de projetos), utilizo também o modelo de construção do Canvas que é aquele famoso construtor de idéias que trabalha como os post-its.

Agora o mais legal que tenho pra te oferecer é o meu MODELO exclusivo de construção de projetos onde você realmente fixa o conteúdo e aprende na prática como fazer.

Para todos os que se inscreverem tenho 04 bônus:

  1. *Kit de planilhas e modelos para construir seus projetos.
  2. *Agenda de editais para 2016
  3. *E-Book – Divulgando projetos e eventos nas redes sociais.
  4. *Vídeo exclusivo: “Crowndfunding

E ainda um quinto bônus SURPRESA mas muito útil para o produtor cultural e de eventos.

TÓPICOS:

O que é um projeto – DA IDÉIA À EXECUÇÃO – Pesquisa de mercado – ESCOLHENDO O PROJETO – Justificativa – OBJETIVOS – Etapas de um projeto – GESTÃO DE PESSOAS – Gestão de materiais – LOGÍSTICA –  Gestão de riscos – GESTÃO DE RECURSOS FINANCEIROS –  Estrutura de trabalho – PLANILHAS – Indicadores de desempenho – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO – Plano de Mídia – CAPTAÇÃO E MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS – Contratações – LEIS E LICENÇAS – No papel – ADEQUAÇÃO À LEIS DE INCENTIVO, EDITAIS, EMENDAS E OUTROS – Execução e gestão – AVALIAÇÃO – Diversos.

Então se você é da área de projetos, eventos, cultura, entidades sociais, comunicação, marketing, produção, artes etc se inscreva agora para receber as informações completas desse curso:  faça aqui sua inscrição. Para todos os que se inscreverem até o dia 15 de dezembro o desconto será de 20% do valor total. Acompanhe as informações.

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PATROCINIO CULTURAL NÃO É VINCULADO, NEM DEVE SER, ÀS LEIS DE INCENTIVO

(texto publicado há dois anos)

Resolvi escrever este texto pois há muito venho dizendo ao pessoal da cultura que elaborar projetos e procurar patrocinadores não é vinculado ao cadastro em leis de incentivo ou editais. Os projetos e os patrocínios devem e acontecem independente de ter ou não uma lei ou edital para tal.

Para entender um pouco mais trouxe o primeiro “mecenas” Gaius Maecenas ou Caio Cílnio Mecenas (68-8 a.C.), conselheiro do imperador Cesar Augusto o filho de Júlio César. Ele criou a sua volta a permanência de amigos intelectuais e artistas. Era um patrocinador de todos, tornando-se um modelo para vários outros governantes e pessoas importantes. Tudo isso sempre com a intenção também de melhorar a própria imagem. ImagemDesde então, com toda essa fama e modelo copiado, o termo “mecenas” se tornou adjetivo para aqueles que patrocinavam as artes e os seus artistas. E claro esse patrocínio veio sempre com a contrapartida da fama e da boa imagem para quem o fazia.

Passados muitos e muitos anos ainda hoje as belas artes e agora muito mais a cultura em sua totalidade abrangendo a culinária, patrimônio, línguas, costumes e tal, está ainda dependente, e com razão, dos “mecenas”, dos patrocinadores que por aí buscamos. O mecenato, ou patrocínio, tem dois pontos de atuação: o cultural e o social. Nas duas áreas vem sendo desenvolvido e pensado os incentivos fiscais para que seja mais efetivo a participação de empresas e pessoas físicas. Ponto positivo.

Na área da cultura, no Brasil, temos leis federais, estaduais e municipais. As leis federais principais e efetivas são a Rouanet e a Lei do Audiovisual voltada para o cinema. A Rouanet, antiga lei Sarney, trabalha com incentivos das empresas e pessoas físicas através do IR e o abatimento variando até 100%. As leis estaduais trabalham com incentivos através do ICMS, só podem patrocinar empresas, e as porcentagens de abatimento na maioria dos estados (quase todos já tem sua lei de incentivo) é de 80% e 20% tem que sair efetivamente do bolso da empresa. No estado de São Paulo, o Proac, lei estadual, o abatimento é de 100% do valor patrocinado. As leis municipais são variáveis de acordo com o município e trabalham com o IPTU e ISS para os incentivos. A grosso modo, a empresa deposita na conta do projeto cultural o valor X, guarda o recibo e na hora de pagar o imposto faz o abatimento de acordo com as normas.

Muito legal né? Só que com essa prática, e com o aumento dos cursos sobre projetos e produção cultural, captação de recursos e outros, tem se deixado, erroneamente, a impressão de que as leis de incentivo e editais estão vinculados aos projetos e vice-versa. Com a quantidade de novos projetos e novas possibilidades estão quase todos, patrocinadores e patrocinados, VICIADOS em patrocínios apenas via leis de incentivo. Ponto negativo.

Quando se elabora e escreve um projeto o principal objetivo dever ser realiza-lo, de uma forma ou de outra. Muita gente me procura para auxiliar nos problemas com captação. Costumo dizer sempre que o mais fácil é escrever e aprovar um projeto, o difícil, mesmo é vender o projeto para o possível patrocinador.

Diante destas dificuldades tenho 7 conselhos resumidos e que são bons porque nos meus cursos eles são mais detalhados e são pagos (risos):

1- Faça um projeto porque você tem uma boa ideia e de um tema que você tem conhecimento.  A regra em vendas é que “ninguém vende aquilo que não acredita e que não conhece”.

2- Faça uma projeção de gastos pensando também em parcerias, permutas e outros tipos possíveis de entrada de recursos, pagamento ou aquisição dos itens do seu projeto.

3 –Se você pensa em dinheiro porque não pensar em ações de sustentabilidade? Exemplos: jantar pago, ingresso antecipado, compra de cotas do livro ou CD, uma festa, venda de camisetas etc.

4 – Construa um plano de negócios, de possibilidades de patrocínio e cotas, não só baseado em incentivo.

5 – Quando abordar uma empresa não pense somente no projeto em si. Pense que esta empresa poderá ser uma parceira para vários momentos.

6 – Pense e repense a sua planilha financeira para que sempre tenha formas alternativas para readequar os orçamentos.

7- NUNCA, repito NUNCA, aborde um possível patrocinador falando de imediato que o projeto está em lei X ou Y. Esta informação é a “Cereja do bolo”.

Com estes conselhos sei que você terá muitas ideias. Acredite no seu projeto, acredite que ele é um bom negócio para o patrocinador.

A INTELIGÊNCIA é entender que PATROCÍNIO CULTURAL É INDEPENDENTE DE LEI DE INCENTIVO. Patrocínio é uma via de mão dupla, é um ganha X ganha. Mas, sendo você o maior interessado, tente construir os argumentos necessários para o convencimento. Vender também é uma arte.

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10 DICAS SOBRE CAPTAÇÃO DE RECURSOS

IMG_4808Meninas e Meninos,

Preparei estas 10 dicas para você pensar na captação de recursos do seu projeto:

🙂    1 – Tenha um bom projeto – um bom projeto é bem escrito, é coerente, tem diferencial que encanta e principalmente é parte do seu sonho e da sua carreira.

🙂    2 – Faça um projeto que realmente vá realizar a qualquer custo. Não perca tempo por algo que só vai tentar em lei de incentivo pois esse é apenas um dos vários caminhos.

🙂    3 – Após o projeto pronto, aprovado ou não em uma lei de incentivo, faça um material de vendas convincente. Primeiro convença do porque é bom e depois fale de valores e incentivos. 

🙂    4- Não caia no erro de achar que você ou seu projeto é importante ou inédito, como você um milhão de pessoas pensam assim. Defina qual a sua importância e a do seu projeto para a empresa e para o mundo.

🙂   5- Esqueça o discurso antigo e que não convence ninguém que a empresa ou pessoa tem que investir em cultura é importante, quase uma obrigação. Não é assim que funciona. 

🙂    6 – Seu projeto está numa lei. Ok. Mas isso não é nada, tem um monte que está. Pense e monte argumentos do porque é melhor investir no seu projeto do que em outro. 

🙂    7 – Pense em várias possibilidades de captação de recursos: parcerias, financiamento coletivo (crowdfunding), venda antecipada, sócios investidores, várias leis de incentivo etc. 

🙂   8 – Não ache que porque está em uma lei, na mão de um captador, em um site de financiamento tudo vai dar certo….você precisa continuar trabalhando a sua participação é fundamental. 

🙂    9 – Entende que o NÃO já é seu… vá atrás do sim. Mas entenda que é a arte de vender e não de obrigar. 

🙂    10- Seja criativo. Seja proativo. Seja inteligênte. Não desista. Não é impossível. 

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SUA VISÃO DE MUNDO E DOS PROBLEMAS É MEDÍOCRE???

Se não quiser ler pode escutar no: https://soundcloud.com/mar-lia-de-lima/livre-2-mediocridade

IMG_8022-001Em primeiro lugar vou definir o que é “Medíocre” para que que não seja apedrejada: “Medíocre, levado ao significado mais próximo da raiz da palavra, significa mediano. Não é tido como um insulto, não designa o que está abaixo da média e, sim, aquilo que está exatamente na média, cujo resultado fica entre o bom e o mau; ou que fica entre o que é grande e o que é pequeno.” (fonte significadosbr.com.br)

Quando temos uma visão medíocre das coisas, do mundo, do nosso mercado de trabalho, temos uma visão mediana. Uma visão mediana é aquela que simplesmente colhe e acata discursos propagados aos quatro cantos sem uma crítica mais profunda ou avaliação dos fatos. Se quisermos resultados efetivos, em qualquer coisa, temos que fugir de olhares e opiniões medíocres. Temos que fugir das “verdades” impostas por certos grupos, pela mídia ou por pessoas com intenções obscuras que nem sempre sabemos. Temos sempre que olhar para todos os lados e de todos os ângulos. Temos que ser também, advogados do diabo.

Vamos falar por exemplo sobre das polêmicas da Lei Rouanet que é da nossa área. Uma das polêmicas foi a da Maria Bethânia. Ela aprovou R$ 1,3 milhão para criar blog “O Mundo Precisa de Poesia”. Vamos analisar os fatos: 1)- Maria Bethania teve a aprovação dos 1,3 milhão – para ser captados. Na época da polêmica não diziam isso, não diziam que era só uma aprovação e não uma captação. 2) – O projeto previa a publicação de 365 vídeos produzidos por Andrucha Waddington que é diretor e produtor de cinema e publicidade brasileiro. É um dos sócios da Conspiração Filmes que fez dezenas de filmes entre eles “Eu, Tu, Eles”.

O blog pretendia além de textos, intervenções etc postar diariamente, durante um ano, vídeos bem filmados, produzidos e editados que falassem sobre poesia. Agora vejam o orçamento: 1.300.000 – 100 mil de captação que é o teto = 1.200.000. Mas precisa de um captador? Sem um bom captador é difícil ir ao mercado e conseguir este montante. Então sim, o trabalho dos bons e honestos captadores é importante. É um trabalho demorado, difícil e que leva tempo até que se consiga convencer, mesmo com o benefício da lei, que haja um patrocínio.

Bem, dos 1.200.000 que ficam podemos dividir em 365 dias e chegaremos ao resultado de menos de R$ 3.300,00 por dia. Este dinheiro diário seria para pagar: coordenação do projeto, prestação de contas, contador, divulgação, manutenção do site, direitos autorais, eventuais funcionários, programação e hospedagem do site, cachês e a produção de um vídeo feito em grande qualidade por um importante cineasta e os vários impostos. Garanto que não é um grande valor porque nessa área infelizmente tudo é muito caro principalmente quando é uma grande produção e com pessoas importantes.

Mas aí, o Zeca Pagodinho que aprovou para seu DVD 4 milhões, Luan Santana 4 milhões, Claudia Leite 6 milhões, Ivete Sangalo 2 milhões etc. Por um ou pouco mais de 2 shows e gravações etc. Muitos que conseguiram captar. Aí ninguém falou nada, ou quase nada. Ou falam muito também quando o Pedro Lourenço conseguiu aprovação, mas não conseguiu captar a tempo, R$ 2,8 milhões para seu projeto de ir a Paris com sua moda .

Mas onde está a mediocridade em achar isso tudo um absurdo? Não, isso é mesmo um absurdo para um país como o Brasil. Um país com tantas dificuldades na cultura poderia dividir melhor esta verba. Então, tem muita coisa errada, a lei Rouanet tem muito o que mudar. Mas, o que tem que mudar? As mudanças propostas e que estão em votação não são boas? Se são boas como podemos articular para melhorar e apressar a votação? Se não são boas o que faremos? Vamos acabar com a lei? Quais os números reais de quem é beneficiado com a lei? Quem faz mal uso da lei? Quanto representam os números destes benefícios no orçamento geral da União? Qual o custo x benefícios ela gera, ou não gera? Etc. Só ao responder pontualmente e com fatos estas e outras tantas perguntas é que começaremos a saber se realmente ela é boa ou ruim e o que teremos que fazer.

A mediocridade está quando repetimos os discursos, como a tal Raquel Scherazade do SBT, onde simplesmente fala mal da lei, da antiga ministra Marta Suplicy, faz um discurso político e acaba com a moral de uma lei que muito além do que polemiza, patrocina inúmeros bons e importantes  projetos. A mediocridade está em fincar o pé em um discurso, certo ou errado, e bombardear quem não concorda com isso. A mediocridade está em não sair da nossa zona de conforto e tentar ver as variadas realidades. A mediocridade está quando queremos simplificar a lógica como na piada do português -ou italiano ou brasileiro –  e do japonês (eu conto essa piada no áudio gravado desse texto – veja no meu soundcloud).

O buraco é mais embaixo, a solução para tantos problemas que temos na vida, na carreira, no trabalho, na política, na vida em sociedade é outro. O problema real é que dá trabalho, tem que ler e pesquisar sobre o assunto, ser resiliente e tem que aceitar opiniões. Nada está certo. A lei Rouanet não está certa, tem muita coisa errada. As leis de incentivo não estão certas. Os políticos não estão certos.  A humanidade não está certa. Mas, há sempre o outro lado. Ao pensar assim, ao pensar de verdade e entender de verdade o problema poderemos chegar a soluções realmente efetivas. Não há almoço gratis. As soluções, muitas vezes simples, são trabalhosas. O mérito não é estar certo e convencer as pessoas, o mérito é ouvir as pessoas, olhar e entender a situação e aí mudar a nossa idéia com a certeza de que estamos evoluindo.

Precisamos sair da mediocridade ´para melhorar nosso trabalho, nossa vida, nosso sonhos. Os medíocres, por preguiça ou desconhecimento, simplesmente acatam, repetem e se contentam com o que diz e manda a maioria. Ter pensamentos e questionamentos variados nos faz sair do médio e nos leva para discursos e soluções mais inteligentes e efetivas. Quando tivermos no pensamento a certeza de que não temos certeza do que estamos afirmando, estaremos no caminho certo.

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PATROCÍNIO CULTURAL NÃO PRECISA SER VIA LEI DE INCENTIVO

@PROJETOSOs projetos e os patrocínios devem, e acontecem, independente de ter ou não uma lei ou edital de incentivo.

Para entender um pouco mais trouxe o primeiro “mecenas” Gaius Maecenas ou Caio Cílnio Mecenas (68-8 a.C.), conselheiro do imperador Cesar Augusto o filho de Júlio César. Ele criou a sua volta a permanência de amigos intelectuais e artistas. Era um patrocinador de todos, tornando-se um modelo para vários outros governantes e pessoas importantes. Tudo isso sempre com a intenção também de melhorar a própria imagem. ImagemDesde então, com toda essa fama e modelo copiado, o termo “mecenas” se tornou adjetivo para aqueles que patrocinavam as artes e os seus artistas. E claro esse patrocínio veio sempre com a contrapartida da fama e da boa imagem para quem o fazia.

Passados muitos e muitos anos ainda hoje as belas artes e agora muito mais a cultura em sua totalidade abrangendo a culinária, patrimônio, línguas, costumes e tal, está ainda dependente, e com razão, dos “mecenas”, dos patrocinadores que por aí buscamos. A cada dia vem sendo desenvolvido e pensado os incentivos fiscais para que seja mais efetivo a participação de empresas e pessoas físicas. Ponto positivo.

Na área da cultura, no Brasil, temos leis federais, estaduais e municipais. A grosso modo, a empresa deposita na conta do projeto cultural o valor X, guarda o recibo e na hora de pagar o imposto faz o abatimento de acordo com as normas. Mas isso tem virado regra e deixado de lado o foco principal que  não é convencer o patrocinador a te “adiantar um imposto” e sim a investir no seu projeto.

Infelizmente essa postura de muitos tem se deixado, erroneamente, a impressão de que as leis de incentivo e editais estão vinculados aos projetos e vice-versa. Com a quantidade de novos projetos e novas possibilidades estão quase todos, patrocinadores e patrocinados, VICIADOS em patrocínios apenas via leis de incentivo. Ponto negativo.

Quando se elabora e escreve um projeto o principal objetivo dever ser realiza-lo, de uma forma ou de outra. Muita gente me procura para auxiliar nos problemas com captação. Costumo dizer sempre que o mais fácil é escrever e aprovar um projeto, o difícil, mesmo é vender o projeto para o possível patrocinador. Então temos que criar projetos realizáveis e trabalhar de forma que possamos convencer este Mecenas de que vale a pena patrocinar, com ou sem lei de incentivo. Precisamos achar o apelo que encantará o patrocinador além de um desconto em impostos.

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TIRE DA GAVETA SEUS PROJETOS PARA 2015

imagesJá pensou e já fez seu planejamento de trabalho e de conquistas para 2015????? Então tá na hora de parar para pensar nisso. Sábado dia 13 de dezembro de 2014, no THE BARD, das 9 às 12 horas você irá fazer comigo esse exercício. (www.thebard.com.br)

“Nietzsche declarou: “E se você olhar por muito tempo em um abismo, o abismo olha também para dentro de você.”

Pare de olhar o abismo e comece a construir o futuro que você deseja. Quantas vezes você viu algum projeto ou empreendimento despontar e começar a ser sucesso e falou “poxa, eu já tinha pensado nisso!”? Quantas vezes você viu uma pessoa conquistando um objetivo e pensou “poxa eu também poderia, mas tento e não consigo”? Isso acontece com muita gente, principalmente os que criam em suas mentes ideias de projetos, soluções para diversos problemas ou necessidades, coisas criativas. Mas ficam no universo das ideias e não passam dos sonhos. É necessário colocar em prática estes sonhos para não correr o risco de “perder” sua ideia. Não importa se você no meio do caminho terá que refazer prazos ou não, se terá os recursos ou não, mas o planejamento, o projeto, te deixará mais próximo do objetivo. Jung com seus arquétipos e teorias dizia que o inconsciente coletivo é algo comum entre todos. Esse inconsciente é como se fosse um banco de dados do universo e é dele que vêm nossas ideias. Nossas ideias são fruto da assimilação das necessidades, possibilidades, oportunidades e outros, com as ferramentas que possuímos. Enfim, é como se cada um colocasse no liquidificador seu conteúdo e o conteúdo externo, batesse e fizesse uma vitamina, essa é a ideia. Mas assim como você, outras pessoas podem ter quase os mesmos ingredientes, e é aí que projetos parecidos nascem. Portanto, faça já.

Essa palestra tem o objetivo de orientar e fazer com você um exercício de avaliação pessoal e definição, no papel dos seus objetivos e ações para 2015. Na área pessoal, profissional, da sua saúde, familiar, amorosa e por aí vai. Você vai construir comigo uma agenda para o próximo ano e assim definir melhor o seu caminho. “Quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve”

Te espero por lá.

Consulte por email, mariliadelima@gmail.com, este curso agora em dezembro via online para você participar de qualquer parte do mundo.