VOCÊ SABE COMO APROVEITAR UM FALSO NEGATIVO EM PROJETOS?

INTELIGENCIA__PROJETOS_EVENTOS_3Você sabia que o Viagra foi um falso negativo? Pois bem, no final dos anos 80 a Pfizer trabalhou nos testes de um medicamento para tratar de angina. Tudo ia bem até que nos testes com humanos a droga não deu resultado. A maioria desiste de projetos assim que nos resultados ocorra fracasso. Mas, ao olhar diferente, ao estudar os efeitos colaterais, um novo medicamento, com um sucesso de público e bilheteria estreou, nasceu “o Viagra”.

Brincadeiras à parte, muitas vezes nos empenhamos e dedicamos a um projeto onde em algum momento, seja na elaboração, na avaliação de riscos, na execução ou na avaliação dos resultados, aparentemente, tudo dá errado. Temos então um resultado negativo.

Entretanto, em muitas vezes, se olharmos mais de perto,  ou de longe, ou os dois, poderemos enxergar oportunidades até então desconhecidas ou intencionadas.

Já em 2003 Henry Chesbrough, professor de gestão de tecnologia e inovação nos EUA, falava:

“A história da inovação está cheia de exemplos em que o melhor uso de um novo produto ou uma nova tecnologia é totalmente diferente do proposito inicial do projeto.”

Um projeto pode não servir ao seu objetivo, mas pode ser como uma luva para outro. Se você criou, pode disponibilizar o resultado no mercado, para parcerias ou licenciamento de ideias. Essas ideias ou resultados podem não te servir, mas podem ser um prato cheio para outro.

Quantos músicos criam músicas que nunca cantarão? Mas a criação bateu na porta e ela nasceu. Então há a possibilidade de disponibilizarem para outros artistas. Quantas ideias de festivais e atividades surgem durante a pesquisa para um simples show? Quantos resultados inesperados acontecem quando lançamos um evento que nem imaginávamos o resultado? Woodstock, o festival, foi um deles. Quantos eventos, sem intenção, são vistos por investidores como grandes ideias e “pivotam” totalmente seu rumo?

Por isso, é importante, antes de achar que seu projeto foi um fracasso ou tem que ser descartado, fazer uma avaliação. Avaliar e pesquisar junto aos “stakeholders” outras visões sobre o mesmo tema. O pensamento coletivo e a visão compartilhada podem dar soluções até então desconhecidas. Muitas vezes também, um projeto que não atendeu ao primeiro objetivo pode ser adequado a outro.

Por mais que haja pesquisa, estudo e práticas de controle na elaboração e gestão de projetos, o imprevisível e a resposta do meio pode atrapalhar o processo. Mas nem sempre o resultado é negativo. Pense nisso.

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a partir do dia 18 somente o blog WWW.MARILIADELIMA.COM.BR estará com matérias publicadas. Aproveite e vá lá se increver parareceber em primeira mão.

E-BOOK E PALESTRA GRATIS – PRESENTES DE NATAL

EbookCover2 (3)Vou te dar três presentes de Natal e você pode aproveitar agora. Basta assinar minha lista VIP. Uma lista onde recebe conteúdo exclusivo, promoções, descontos e presentes.

Os presentes são:

  1. E-Book – “Tire (de verdade) seus projetos da Gaveta em 2016” + Palestra online dia 22 de dezembro, 19 h, horário de Brasília – na palestra iremos falar sobre como planejar as ações do próximo ano e da Rede Colaborativa de Produção Cultural que será uma ferramenta para te auxiliar. Assinando a lista Vip você vai receber todos os detalhes para participar. 
  2. E-Book – “Departamento de Mobilização de Recursos para ONGs”
  3. 50% de desconto no meu curso INTELIGÊNCIA NA ELABORAÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS – Esse desconto será considerado inclusive nos preços promocionais. -durante o Webinário de terça dia 22 serão sorteados 2 ingressos gratuitos para o curso.

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Ouça também o podcast onde faço uma introdução sobre este tema. 

😉

A “BARANGA”* DA SIMONE DE BEAUVOUIR NOS ENSINOU QUE A IGNORÂNCIA É O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL

simone_de_beauvoirVocê que me acompanha sabe que meu maior argumento para tudo é o trabalho com o cérebro e o exercício da inteligência. A capacidade não só de absorver o conhecimento mas também de saber aplicá-lo.

A primeira regra para que a inteligência seja desenvolvida é a análise de fatos a partir dos variados pontos de vistas, além do nosso. É a resiliência. É a prática do ouvir o outro lado. É a prática da humildade para pesquisar e buscar conhecimento daquilo que, estão falando mas, não sabemos o que é.

O caso de Simone de Beauvoir no ENEM, muito mais do que uma discussão de partidos e opiniões políticas, acabou por revelar que não existem só políticos e povo ignorante como muitos acreditam. Descobri, infelizmente, que também existem pessoas que vendem seu “conhecimento” e que em uma única declaração acabou pro provar que esse não existe.

Fiquei completamente chocada ao ver uma entrevista de um grande empresário, que trabalha e fala sobre a “educação” dos brasileiros, sobre empreendedorismo, que vende isso, dizendo que falar sobre Simone de Beauvoir no ENEM era uma “doutrinação”. Alôou!!!!! Hein!!!! Sério?????? Acho que nem os vereadores de Campinas dizendo que o texto era sobre gêneros (para eles = a Homosexuais) me deixou tão estarrecida. Você e eu provavelmente esperamos que as pessoas mais simples ou de escola pública falem coisas absurdas por ignorância, falta de informação, falta de conhecimento. Você e eu provavelmente esperamos estas ignorâncias vindas da boca de políticos. Ou por falta de conhecimento, aliádo à arrogância, ou porque querem “causar” e aí falam coisas absurdas pra virar manchete ou conquistar votos dos igualmente ignorantes.

Mas, quando vejo um empresário de sucesso, internacional, que “vende o seu conhecimento” falando isso, me preocupo ainda mais com a urgência de usarmos a nossa inteligência. Me preocupo ainda mais com a urgência de um aprendizado holístico, completo e coerente.

Infelizmente, assim como esse empresário, muitos por aí, ricos e milionários, sabem somente “fazer dinheiro”. A inteligência e o uso do cérebro acaba se resumindo em aprender técnicas de manipulação dos outros, psicologia, neurolinguística etc com o objetivo de vender, vender e vender.

Essa “urgência” pelo TER e não pelo SER está tornando as pessoas não só insensíveis, corruptas, descontentes, robotizadas. Essa pregação do TER antes do SER está destruindo o pensamento crítico, a inteligência, o discernimento, o desenvolvimento da sociedade e até da humanidade.

Cada um pode ter a opnião que quiser, isso é fato. Mas não podemos impor uma opinião que seja uma deformação da história e das conquistas do ser humano até hoje. Você, eu e tantos outros que conhecemos trabalhamos com educação de verdade, com cultura, com as artes, com o criativo. E sabemos que o desenvolvimento humano só acontece quando há antes de dinheiro, de manipulação, de posições políticas para angariar fundos ou apoios, o entendimento e a discussão real sobre um assunto.

Com todas as críticas que se possa fazer à Simone de Beuavoir ler e ouvir os absurdos falados nos mostra que é urgente trabalhar a ignorância do brasileiro. O texto: “Não se nasce mulher, torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade”, se refere a discussão feminista onde antes de tudo a mulher nasce ser humano mas que depois, na sociedade é vista como mulher. O “ser vista com mulher” traz uma série de estereótipos que rebaixam a condição da mulher a um segundo plano. Simples e importante assim. E hoje, com a discussão mundial sobre a condição da mulher, com os altos índices de violência à elas, nada mais atual e importante para um aluno que será o futuro da nossa sociedade.

O sucesso verdadeiro está não só em fabricar dinheiro das mais variadas formas. A inteligência está em conquistar seu lugar ao sol contribuindo também para a evolução da humanidade. Eu quero que você faça parte da história desse crescimento.

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*Baranga – segundo IGNORANTE promotor de Justiça Jorge Alberto de Oliveira Marum, de Sorocaba (SP),   – “Aprendam jovens: mulher não nasce mulher, nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila. Só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher que toma banho, usa sutiã e se depila”, escreveu.

O TURISMO, A CULTURA E A BROADWAY

@TURISMOComo já comentei no post passado estive na WTM Latin America, uma grande feira de turismo internacional que aconteceu em abril aqui em SP. Um dos estandes que visitei foi o de Nova York. Neste foi um dos estandes onde vi exemplos de como é organizado o turismo e a cultura por lá. Além de folhetos e mais folhetos sobre a cidade, seus roteiros, hotéis, transporte e outros tinha muita coisa cultural.

– Visita guiada pela cidade contando sua história,

– visita a prédios que são patrimônio histórico,

– vários roteiros para visitar museus temáticos ou com obras de arte,

– Guia das principais galerias de arte etc.

Estas são ações que gostaria de falar com vocês em outro post. Mas neste quero falar sobre um guia da Broadway que muito me interessou.

IMG_20150508_140523597A Broadway é uma (larga) Avenida em Nova York, EUA. Ela atravessa o condado de Manhattan e do Bronx. Além de ser famosa por ter virado um cartão postal usado em filmes e programas de TV ela é muito famosa por ter mais de 43 teatros onde constantemente abriga dezenas de produções famosas, com gente famosa e que faz tanto sucesso que chega a ficar em cartaz por anos. Quem visita Nova York obrigatoriamente passa pela avenida. Faz parte do roteiro.

Pois bem, além deste guia com toda a programação dos teatros e informações dos mesmos existe também um serviço para levar o turista aos teatros. São roteiros com guias e transporte incluído. Falam espanhol, português, francês etc. Serviço, assim como os outros que citei acima, que podem ser contratados aqui no Brasil, quando for comprar a sua viagem.

Temos em São Paulo o Guia Off e algumas outras publicações. Mas precisamos melhorar muito a nossa performance com relação à estrutura de oferta dos produtos culturais aos turistas. Não temos material adequado nos hotéis, não temos material adequado em inglês e espanhol no mínimo. Não temos o nosso turismo e muito menos a nossa cultura organizada para conseguir alcançar este público que tanto quer descobrir atrações variadas na cidade que estão visitando. Na maioria das vezes a atração em São Paulo se resume nos prédios culturais e museus mais conhecidos e na culinária.

No Rio de Janeiro não é diferente mesmo sendo uma cidade ainda mais visitada por estrangeiro e berço de grandes novidades culturais. Conversando com um profissional de turismo receptivo do Rio ele me confessou que o turista internacional, que ele atende muito, acaba tendo informações sobre boates, danceterias e praia. O circuito cultural e das atividades culturais tem que ser descoberto “a força”. Reclamou até que o Jornal O Globo, praticamente o único que existe agora segundo ele, eliminou a agenda cultural diária da publicação.

Acredito que na maioria das capitais seja assim também. No interior nem se fala. Nossa organização do turismo está melhorando, mas a organização das ofertas culturais ainda tem muito que aprender.

O que é bom nisso? Que o mercado ainda tem muita demanda e lacunas para serem preenchidas pelos empreendedores da economia criativa.

Idéias como: – Receptivo cultural para circuitos de shows, galerias, prédios tombados etc. ou – Visitas guiadas em espaços culturais. Podem ser implantadas e gerar um sucesso de negócio. Isso pode ainda não ter sido pensado na sua cidade ou região. Veja o que já tem e pense no que pode inovar. Fica aí minha dica de cada vez mais aproximar turismo e cultura e juntos serem um bom negócio.

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