REAPRENDENDO A CRIATIVIDADE COM AS CRIANÇAS

84363c26ccab76f0aa2dde02fcb39cec.47d3c9d823b9ae01024bf6c0677a8354Meninas e meninos,

Dizem que todos nós já temos criatividade, somos criativos. Mas que temos que exercitar isso. Então, o que podemos aprender com as crianças com relação a criatividade? Tudo. Ou, no mínimo muito.

Estamos no mês de outubro e dia 12 comemoraremos o dia das crianças. Muita gente começa a mudar suas fotos no Facebook para colocar aquelas de quando eram crianças. Pais pensam em presentes. Professores e escolas preparam suas comemorações. Enfim diversas homenagens a estes pequeninos que nos fazem mais felizes.

Porém, acho que, muito mais do que homenagear, precisamos resgatar esta qualidade de “ser criança” que é muito mais do que “ser pequeno, dependente, engraçadinho e bonitinho”. “Ser criança” é ser livre principalmente para pensar. Se hoje fôssemos livres como já fomos quando crianças poderíamos ter muito mais sucesso e felicidade.

Criatividade é inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, quer no científico, esportivo, dia a dia etc. Mas para mim, a melhor definição de criatividade é de Anderson**: “CRIATIVIDADE REPRESENTA A EMERGÊNCIA DE ALGO ÚNICO E ORIGINAL”. E é justamente este “criar” na “emergência, na dificuldade ou necessidade” que a criança realiza sem obstáculos no pensamento e principalmente na ação. Não ficam arranjando culpados ou colocando empecilhos. São livres e por isso desenvolvem sempre algo original e único mas que principalmente resolve o problema, atende a demanda e é independente.

@Eu queria alguns brinquedos – Quando era pequena, queria brincar de servir comidinhas, cozinhar em panelinhas comidas imaginárias etc mas não tinha estes brinquedos. Resolvi então confeccionar o que eu queria. Peguei um papel, cortei com as mãos mesmo, dobrei e enrolei até que viraram panelinha, pratos, talheres e copos. Aí brinquei muito. Não importava se era de papel e simples ou de plástico e comprado na loja, precisava ser brinquedo. Conquistei o objetivo, resolvi o problema.

Ela queria viajar com tranquilidade – Minha sobrinha de 10 anos, ia ter prova na sexta-feira mas também neste dia deveria viajar para São Paulo. Em casa, conversou isso com a sua mãe que disse que iria resolver com a escola e ver como faria. Mas que em último caso, disse que poderia viajar a noite, na sexta. Porém, minha sobrinha disse tinha que viajar para outro lugar no sábado e argumentou que ficaria muito cansada. Isso era um domingo. Na quarta, minha irmã foi falar com a diretora para ver sobre a liberação para ela fazer a prova antes. Porém, quando chegou a diretora disse que ela estava “atrasada”. Que minha sobrinha pediu licença para a professora, foi até lá e já tinha argumentando a “extrema” necessidade de fazer a prova antes e que ainda na sexta precisaria ir sem uniforme pois de lá já iria viajar. Negociou estes termos com a diretora e conseguiu. Não teve o pré-conceito da idade ou do medo da autoridade. Sabia que tinha esse poder e esse direito e ela, com 10 anos, foi lá e conquistou o objetivo e resolveu o seu problema.

Ela queria cuidar da gatinha machucada – A filha de uma amiga no Facebook, vendo que sua gatinha estava machucada. Foi ao banheiro, pegou papel higiênico e “enfaixou” a gata. Lembrou de como sua mãe fazia e resolveu com criatividade a questão do cuidado médico. Conquistou o objetivo e resolveu o problema, (ou quase rrsss).

E se ficarmos aqui conversando e contando lembraremos de histórias assim. Histórias nossas, de pessoas próximas ou de casos que ouvimos. Mas a principal lição é que as crianças usam tudo que é possível para “alcançar seus objetivos e resolver seus problemas”. Seja de forma mais simples, decidida ou engraçada. As crianças são independentes e com sua pouca vivência sabem bem o que querem e lutam pra conquistar. Mesmo que não seja da melhor forma e muitas vezes causando acidentes, as crianças são livres e obstinadas.

De verdade, os pais e a sociedade, na minha opinião, é que muitas vezes estragam a criança e quando ela vira adolescente, jovem ou adulto
ficam dependentes, inseguras e sem perspectivas. Conheço por exemplo diversos jovens com mais de 18 anos que seus pais que resolvem tudo na escola, das viagens. Tem pais que os filhos já tem mais de 20 e ainda compram suas calcinhas e cuecas. Tem pais que ainda sustentam seus filhos com mais de 30 anos. Enfim “amam demais”, tornam os filhos dependentes e cada dia mais sem autonomia, sem liberdade, sem criatividade.

Agora, imagina nós, com o conhecimento e vivência que já temos, se agirmos com a liberdade e obstinação das crianças, livres de pré-conceitos? Seremos pessoas muito mais criativas. Se tivermos o olhar da criança para o problema, poderemos achar soluções simples, descomplicadas, baratas, inovadoras e principalmente muito criativas.

O principal para ser criativo é lembrar que o mais importante é conseguir chegar nos objetivos e que para isso, as variáveis mais estranhas e não usuais podem ser uma solução. Não aceitar o “não”, o “é impossível”, o “já tentamos”, o “não é por aí” e tantas outras frases, regras e opiniões negativas, obsoletas ou bitoladas. O objetivo é conquistar o resultado, um resultado único.

Vamos observar e ser mais criativos. 🙂

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**(ANDERSON, H. H . On the meaning of creativity. In ANDERSON, H. H. (org.). Creativity in childhood and adolescence. Palo Alto, CA: Science and Behavior Books. 1965.)

(quase) TODOS OS DIAS NO PERISCOPE Check List COM Marília de Lima – BATE PAPO DOS PROFISSIONAIS DE PROJETOS E EVENTOS

Meninas e meninos,

unnamedMe rendi mais uma vez a outra rede social, agora o PERISCOPE. Realmente tenho me apaixonado pelas possibilidades de comunicação que estas redes nos proporcionam. Projetos e eventos são duas matérias que exigem atualização constante e nada melhor do que as redes sociais, cada vez mais ao vivo, pra nos ajudar com o que acontece. Por isso criei lá no Periscope um bate papo chamado “Check List” onde (quase) diariamente converso com profissionais da área, para debater sobre nosso segmento.

No CHECK LIST você pode participar com opniões ou perguntas sobre o tema do dia ou mesmo sobre outros assuntos que lhe interessem em Projetos e Eventos. Não tem hora certa para esse ‘chat ao vivo’ mas se você me seguir no @eumariliadelima toda vez que eu estiver on line você receberá um aviso. Além disso você tem até 24 horas para assistir depois da gravação. E se tiver dúvidas ou comentários pode participar ao vivo e conversar comigo ou, se assistir depois, mandar no mariliadelima@gmail.com que aí comento no dia seguinte.

E para quem ainda não sabe como fazer para usar o PERISCOPE é só dar um “Google” e pesquisar. E se você não sabe como utilizar o aplicativo para seus projetos e eventos veja esta matéria que escrevi sobre o assunto: DICAS PARA USAR O PERISCOPE PARA PROJETOS E EVENTOS

Então está avisado, te espero diariamente no meu canal no Periscope: CHECK LIST com MARÍLIA DE LIMA – endereço: @eumariliadelima

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ENCONTRO ON LINE FALA SOBRE A CRIAÇÃO DA “REDE COLABORATIVA DE PRODUÇÃO CULTURAL”

Meninas e meninos,

@REDEDEPRODUÇÃOAmanhã, dia 11 de agosto, às 20 horas estaremos on line, via Hangout, para falar sobre o projeto  REDE COLABORATIVA DE PRODUÇÃO CULTURAL. É um projeto de Crowdsourcing* onde as pessoas se organizam e, juntas, criam soluções ou produtos para uma determinada necessidade. O nosso objetivo será facilitar a circulaçao de eventos e realização de projetos em todo o país.  Será o primeiro encontro da  Rede. A transmissão será através do link https://plus.google.com/events/cp4fsnbi278hb35utjr0hvk5pdo e para assistir e participar as pessoas tem que estar logadas no Google+. Poderão assistir também via Periscope no @eumariliadelima.  Posteriormente o vídeo será disponibilizado para os interessados.

Quem participar irá ajudar a definir os caminhos e ajudar a construir melhor: a idéia, possibilidade de formatos, como fazer. Quem participar e quiser continuar no projeto já se tornará um membro da equipe nesta construção conjunta.

Será apresentado a proposta do evento que acontecerá em dezembro, num encontro presencial com variados convidados e debates sobre o tema da PRODUÇÃO, PROJETOS E EVENTOS CULTURAIS NO BRASIL e paralelo acontecerá a primeira FEIRA DE NEGÓCIOS DE PRODUÇÃO CULTURAL.

Unindo produtores, artistas e fornecedores de todo o Brasil a rede pretende criar um canal para partilhar informações, troca de conhecimento, divulgação de projetos e eventos, contratações, orçamentos, parcerias e muito mais, em tempo real. O objetivo é tornar mais fácil a circulação por todas as regiões de atividades culturais como artes plásticas, artes cênicas, música, literatura, cursos, palestras, circulação de projetos e eventos etc.

Vamos criar uma rede funcional de pessoas que interajam umas as outras realizando negócios e parcerias imediatas. Uma rede que trabalhará para que cada um tenha uma mão dupla de possibilidades, de oferecer informação e de receber informação. Tudo no menor tempo possível de resposta e num formato onde todos sejam beneficiados. Informação de espaço de eventos, imprensa, prestadores de serviço, artistas, produtores, fornecedores, editais, leis de incentivo, projetos, programação cultural, festivais, hoteis, locações, gráficas etc.

VOCÊ PODE PARTICIPAR E AJUDAR A CONSTRUIR E REALIZAR ESSE PROJETO. Faça contato. mariliadelima@gmail.com

*Crowdsourcing é um modelo de criação e/ou produção, que conta com a mão-de-obra e conhecimento coletivos, para desenvolver soluções e criar produtos. 

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JÁ CONHECE O BUSINESS MODEL CANVAS? VOCÊ PODE USAR EM PROJETOS OU EVENTOS, EU RECOMENDO

IMG_8074Este post foi publicado em 2013 mas é tão visitado que resolvi postar de novo pra vocês.

 @@A moda do momento é o chamado BUSINESS MODEL CANVAS ou “Painel de Modelo de Negócios”. É uma matriz para ser utilizada na configuração e definição de novos negócios. A principal diferença entre tantas novidades que surgem a cada ano para a área da estratégia, marketing e administração é que este modelo é bastante visual e sua proposta é que fique em um grande painel e seja utilizado por todos nas dicas, soluções e ações em cada uma das áreas. Uma construção proposta para principalmente ser em conjunto, participativa e de análise simples e eficiente. O formato interessante desse modelo é que tudo é construído com Post It. O conceito é que não demore muito no mural e que as definições e ações propostas sejam logo transformadas em realidade.

ImagemBusiness Model Canvas é uma ferramenta de gerenciamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes. É um mapa visual pré-formatado contendo nove blocos do modelo de negócios. O Business Model Canvas foi inicialmente proposto por Alexander Osterwalder baseado no seu trabalho anterior sobre Business Model Ontology. (fonte: Wikpedia)

A matriz é visual. Um mapa que trabalha com nove pontos principais dentro do universo do novo negócio ou negócio pré-existente.

Imagem1 – Segmentos de Clientes;

2 – Proposta de Valor;

3 – Canais;

4 – Relacionamento com Clientes;

5 – Receitas;

6 – Recursos Chave (Infraestrutura);

7 – Atividades Chave;

8 – Parcerias Chave

9 – Custos.

Vejam que apesar de prioritariamente estar sendo utilizado para novos negócios, startups, reinvenção da carreira etc, é uma ferramenta também bastante eficiente para planejar o seu evento ou ajudar na construção do seu projeto. Afinal, construir um projetos ou organizar um evento é igual a construir uma empresa ou uma carreira. A diferença é que a empresa ou a carreira tem começo, meio e sempre lutamos para que não tenha fim, e os projetos e eventos tem começo, meio e fim sempre.

Muito interessante para ser também utilizado na preparação do projeto na hora do brainstorm ou como dizemos lá em Minas “toró de parpites”.

Uma sugestão que dou também é que você pode mudar os campos para os temas da construção de projetos ou eventos. Ser

1 – Segmentos de Clientes = PÚBLICO ALVO

2 – Proposta de Valor – JUSTIFICATIVA

3 – Canais – LOCAIS DO EVENTO/ ACONTECIMENTO DO PROJETO

4 – Relacionamento com Clientes – MAPA DE MÍDIA/ DIVULGAÇÃO

5 – Receitas – FONTES DE FINANCIAMENTO

6 – Recursos Chave (Infraestrutura) – EQUIPE/ PROFISSIONAIS/ ETC

7 – Atividades Chave – OBJETIVOS

8 – Parcerias Chave – PARCEIROS

9 – Custos – CUSTOS

Para todos os lados estão surgindo cursos e mais cursos para ensinar a utilizar a ferramenta. Mas se não estiver com dinheiro disponível você mesmo pode pesquisar na internet, ver vídeos no Youtube, ler textos dos mais variados etc. Veja o livro lançado sobre o assunto. Já tem edição em português e está nas principais livrarias.

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Olha aí a planilha para você copiar e iniciar seu “Businees Model Canvas” :

http://www.businessmodelgeneration.com/downloads/business_model_canvas_poster.pdf

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A IMPORTÂNCIA DO “ADVOGADO DO DIABO”

Meninas e meninos,

IMG_8080-001Muitas vezes sou chamada de irritante, de pessoa difícil e até partidária por, na maioria das vezes, questionar a verdade do que está sendo afirmado, discordar ou cogitar tragédias. A verdade é que pra tudo tento ser o Advogado do Diabo (do latim diabolus, por sua vez do grego diábolos, “caluniador”, ou “acusador”) pois é questionando, supondo, pensando diferente que obteremos respostas mais concretas e não teremos certezas tão frágeis. É assim que, ainda que errados, poderemos ter certeza de que estamos pensando, estamos sendo ativos e não somente reativos. É assim que estaremos preparados para o pior, e se ele não vier, melhor.

11bacde6e443ed1f851bab4a6fe0e96fMas o que é o “advogado do diabo”? Entre 1900 a 1983 nos processos de canonização da Igreja Católica existia a figura de um “promotor da fé” (Promotor Fidel). Ele era escolhido pela igreja e sua função era olhar com dúvidas e questionar as possíveis falhas ou inconsistencias das provas sobre milagres e outros acontecimentos. Essa função era popularmente conhecido como “Advogado do Diabo” (advocatus diaboli). Os Advogados do Diabo, reduziam o número de canonizações e garantiam que a santidade não deveria ser tão fácil assim.

Atualmente usamos a expressão para designar as pessoas que estão do lado contrário de uma questão aprovada por todos, que olha o outro lado, questiona o que ninguém mais questionou. Não aceita tão fácil assim as “verdades” ou as soluções.

images (4)Esse papel é muito importante quando estamos fazendo um planejamento estratégico, quando estamos fazendo a pesquisa, o “brainstorm” ou “toró de palpites”   como dizemos lá em Minas. É importante na construção e elaboração de projetos e eventos. Precisamos quetionar e pensar: “e se chover?”, “mas será que é o melhor?”, “se todos estão fazendo talvez não seja melhor não fazer?”, “se todos estão fazendo talvez não seja melhor fazer?”, “E se azedar a comida?”, “Será que este lugar é mesmo o melhor?”, “So porque tem 5 estrelas será que é realmente bom pra o que precisamos?”, “Será que só porque está na moda vamos fazer?”, “E se a empresa furar com a gente?”, “E se alguém se machucar?”, “E se formos multados?” etc etc.

Portanto, se você tem alguém assim na sua equipe, valorize. Se não tem, se tudo é muito tranquilo e todos concordam, faça alguma coisa pra mudar isso. Inclua alguém ou motive para isso. Eventos e projetos são eventualidades, são frágeis, não acertaremos nunca 100% mas quanto mais nos preparamos mais perto dos 100 chegamos. Se nos preparamos para tudo, ou quase tudo, estamos salvos ainda que nada de errado ou ruim realmente aconteça.

É como eu digo, para se organizar com maestria eventos e projetos o mais importante é pensar, pensar e pensar na hora de planejar, planejar e planejar. 🙂

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MINISTERIO DA CULTURA ABRE EDITAL PARA INTERCÂBIO CULTURAL – APROVEITE JÁ.

do site: http://www.cultura.gov.br/
@ - CopiaArtistas, técnicos, gestores culturais, empreendedores criativos, mestres dos saberes e fazeres populares ou tradicionais e estudiosos da cultura, individuais ou em grupo, podem obter apoio do Ministério da Cultura para participar de eventos, festivais, cursos, produções, pesquisas, residências, feiras de negócios e outras atividades culturais, no Brasil ou no exterior. Estão abertas as inscrições para o Edital de Intercâmbio 2015.
A edição de hoje, dia 31 de julho, do Diário Oficial da União, traz o Edital de Intercâmbio 2015, publicado pelo MinC, por meio de sua Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), que irá investir um total de R$ 2,6 milhões do Fundo Nacional de Cultura na difusão artística.
As inscrições, que são realizadas exclusivamente via sistema SalicWeb, podem ser feitas até o dia 16 de setembro, para viagens que ocorram a partir de 10 de novembro deste ano, ou até 8 de outubro, para viagens a partir de 15 de dezembro também de 2015. Para apresentar o edital, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Carlos Paiva, vai conduzir um hangout, chat via videoconferência, no dia 3 de agosto, às 16 horas, com transmissão via site e redes sociais do MinC. A Sefic irá disponibilizar um guia com orientações para inscrição de propostas.
O objetivo do edital é promover a difusão e o intercâmbio nas diversas áreas e linguagens artístico-culturais, a disseminação dos saberes populares e tradicionais, bem como a capacitação técnica, promovendo a multiplicação cultural para o Brasil.
Para qualificar a seleção, algumas alterações foram efetivadas no edital, facilitando a participação do proponente. Uma mudança bastante importante está no modo de determinar as datas das viagens: antes, elas deveriam estar inseridas em determinado intervalo de tempo, com início e fim; agora, elas podem ser agendadas a partir de uma data, sem prazo final, viabilizando um melhor planejamento das atividades futuras dos agentes culturais brasileiros.
No caso de viagens nacionais, o valor do apoio financeiro varia conforme a origem e o destino do participante, com aportes individuais que vão de R$ 800 a R$ 2,5 mil. Já nas viagens internacionais, os valores se baseiam no continente de destino, iniciando com apoio individual de R$ 2,5 mil para a América do Sul e chegando até R$ 6 mil, para a Ásia. Para originários de estados da Amazônia Legal, são acrescidos R$ 500 nesses valores. Além disso, os selecionados que forem realizar residências ou cursos com duração superior a 30 dias, terão auxílio adicional (R$ 1 mil para cada mês no Brasil; R$ 2 mil para cada mês no exterior, ambos com limite de três meses). Assim, o valor total concedido será calculado pela quantidade de integrantes do projeto multiplicada pelos valores determinados, com teto de R$ 40 mil por grupo em viagens dentro do Brasil e de R$ 60 mil para o exterior.
Como contrapartida social, os beneficiários deverão realizar, no retorno da viagem, atividades públicas gratuitas relacionadas ao objeto da proposta, como oficinas, palestras, cursos, seminários e apresentações, para potencializar a propagação das experiências adquiridas no processo de intercâmbio.

Critérios de Seleção

A análise das propostas será feita com base na trajetória artístico-cultural dos candidatos; no reconhecimento da instituição ou evento desejado, para além de seu tempo de existência; no alcance da contrapartida; e na relevância da ação a ser realizada e seus desdobramentos. Pontos extras serão acrescentados com base na origem das propostas, valorizando estados com menos histórico de demanda nos anos anteriores, a fim de minimizar desigualdades e promover a descentralização das ações culturais. Também terão pontos a mais as propostas com destino para -ou originadas do – interior dos estados brasileiros; as apresentadas por integrantes de povos e comunidades tradicionais; e as viagens ao exterior que se destinarem a países considerados prioritários segundo a política cultural e internacional brasileira: os da América Latina, do Caribe e aqueles que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Prazo para as inscrições

Inscrições até o dia Para viagens a serem realizadas a partir do dia
16 de setembro 10 de novembro
8 de outubro 15 de dezembro
fonte copiada do site do MINC – Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura
Ministério da Cultura

ENTREVISTA DA SEMANA

@ENTREVISTASHoje é dia de entrevista e nossa convidada para um rápido bate papo é a Janaina Leite, minha sócia e que eu quero que vocês a conheçam um pouco mais. Ela é super alto astral, apaixonada por música, principalmente o samba do Brasil.  Publicitária, produtora, gestora de projetos e captadora de recursos. Trabalha muito com produção na área musical mas agora está indo para caminhos mais diversos dentro da nossa cultura.

Janaina é pós graduada em Gestão Cultural; Cultura e Desenvolvimento de Mercado. Seu tema de trabalho foi muito baseado nos conceitos da Economia Criativa. Vamos agora falar com ela:

1472909_958160427535255_8523753727216126547_nQuanto tempo você trabalha na área cultural? E como foi que tudo começou?

Trabalho na área já há uns 7 anos. Desde pequena convivi com músicos dos mais variados que faziam parte das amizades da família. Acompanhava meu pai nas rodas de viola. Meu pai teve um bar, e em 2002 eu era gerente lá, e nessa época contratava os músicos que tocavam na casa. Minha primeira produção foi o Eduardo Gallotti. Nesta época já conhecia o Tião Carvalho, acabamos fazendo amizade e em 2008 fui ser produtora dele. Fiz a produção por quatro anos. E agora quero fazer mais produções, aumentar as possibilidades de trabalho na área cultural.

Recentemente você completou uma pós graduação defendendo no seu TCC o tema da Economia Criativa. Fale um pouco sobre esse trabalho:

Eu tinha acabado de voltar do Maranhão. Tinha participado da produção do Festival de Jazz em Barreirinhas a convite do Tutuca Viana, de São Luis do Maranhão. E aí acabei escolhendo este projeto como base para desenvolver a pesquisa e o conteúdo do TCC.

O projeto do Festival  envolve não só as apresentações mas também eco turismo, economia criativa, educação musical, intercâmbio, formação de público. Possui uma linguagem musical diferente. E aí, minha proposta de trabalho no TCC envolveu este projeto em uma análise pesquisando o trabalho e os resultados de todo o impacto no comercio local, artesanato, o quanto o festival ajudou a despertar o interesse das crianças, e o quanto a cidade começou a se beneficiar não só em função dos Lençóis Maranhenses mas pelo lado cultural.

É uma cidade que vive do turismo, do turismo ecológico mas que com esse projeto, o festival, além de ter ampliado o mercado do turismo, ele trouxe pessoas que começaram a freqüentar a região por causa do evento. Na época do evento a ocupação chegou até a quase 100%.

Foi um conteúdo muito rico e que me ajudou a concluir o trabalho.

E o que você poderia falar pra gente sobre esse movimento da economia criativa?

O tema, as discussões e o trabalho da Economia Criativa envolve uma séria de ações que tem criado resultados e visões mais claras sobre os trabalhadores que atuam nesta área. Esta nova visão oferece a possibilidade das pessoas sobreviverem dos próprios movimentos e ações, serem sustentáveis. Tem crescido e a cada dia poderemos aproveitar mais sobre deste movimento.

Você tem acompanhado as produções culturais no Brasil. Você acha que estamos caminhando para uma maior profissionalização?

Sim estamos no caminho. Existe uma necessidade de aumentar esse profissionalização. As pessoas a cada dia querem estar antenadas para isso. Com o erro e acerto também se aprende, mas podendo aprender antes de errar é muito melhor pois economiza tudo: tempo, dinheiro, trabalho e o desgaste emocional.

Uma amiga me perguntou que curso fazer para ser produtora. Eu não fiz curso. Fui aprendendo na tentativa e erro e depois que fui procurar os cursos e formação. Mas disse que existem vários e que deveria procurar. Acho importante ter acesso e fazer cursos para minimizar os erros e melhorar a performance. Hoje tem mais informação, mais cursos e mais atendimento. Então acho que o mercado está melhorando, crescendo, profissionalizando.

Dizem que conselho se fosse bom a gente vendia. Mas mesmo querendo vender, dê de graça um conselho para os artistas estão no mercado tentando a carreira.

Meu conselho é pra todos os profissionais da área, não só os artistas: estude, melhore, conheça o que já está sendo feito no mundo, mescle informações e culturas, inove. Mas principalmente, se movimente. O principal é o movimento. Aprimorar o que já sabemos constantemente.

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GRANDES IDÉIAS, POSSÍVEIS NEGÓCIOS

@IDEIASSempre gostei de comprar e ler revistas sobre negócios. Conheço quase todas e leio regularmente a maioria. E percebo o quanto a cada ano e a cada mês as matérias vêm abordando cada vez mais o tema da economia criativa, dos negócios criativos.

Na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios do mês de maio/2015 tem uma série de matérias que também fala da economia criativa. Na coluna “Grandes  Idéias” tem três casos que achei muito legal e compartilho com vocês:

– O publicitário Diego Oliveira de 25 anos que ao assistir um filme com uma amiga que é cega descobriu que poderia pensar em um projeto para auxiliar as pessoas com deficiência visual, a saber, do que se trata o filme. Foi aí que criou a Legenda Sonora que trabalha com conteúdo audiodescritivo.

– O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assinou um decreto que regulamenta a instalação de parklets na cidade. São mini praças construídas em duas vagas de estacionamento e que podem ser usadas como praças por toda a cidade. Essa é uma idéia que cria por toda a cidade espaços, muitos com Wi-fi, onde a convivência e a diversão podem ser encontradas em lugares inusitados. A possibilidade de instalação de paklets pode se tornar pontos de cultura e de atividades lúdicas.Veja-PSDB-11

– A “Britolândia” que fala sobre a propagação da marca e do design do pernambucano Romero Brito. É impressionante como o trabalho dele tem se propagado e replicado desde roupas, tecidos, bebidas, carros, carrinhos de bebê etc.

Tinham mais casos na revista sobre o assunto, mas resolvi mostrar estes dois. Além dessa revista têm muitas outras que vem falando sobre a questão das idéias criativas, muitas e muitas envolvendo a cultura, e que tem virado negócios criativos sustentáveis.

Por isso, veja estes exemplos e pense mais sobre o assunto. Quem sabe você não vai ter aí uma grande idéia né?

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SUA VISÃO DE MUNDO E DOS PROBLEMAS É MEDÍOCRE???

Se não quiser ler pode escutar no: https://soundcloud.com/mar-lia-de-lima/livre-2-mediocridade

IMG_8022-001Em primeiro lugar vou definir o que é “Medíocre” para que que não seja apedrejada: “Medíocre, levado ao significado mais próximo da raiz da palavra, significa mediano. Não é tido como um insulto, não designa o que está abaixo da média e, sim, aquilo que está exatamente na média, cujo resultado fica entre o bom e o mau; ou que fica entre o que é grande e o que é pequeno.” (fonte significadosbr.com.br)

Quando temos uma visão medíocre das coisas, do mundo, do nosso mercado de trabalho, temos uma visão mediana. Uma visão mediana é aquela que simplesmente colhe e acata discursos propagados aos quatro cantos sem uma crítica mais profunda ou avaliação dos fatos. Se quisermos resultados efetivos, em qualquer coisa, temos que fugir de olhares e opiniões medíocres. Temos que fugir das “verdades” impostas por certos grupos, pela mídia ou por pessoas com intenções obscuras que nem sempre sabemos. Temos sempre que olhar para todos os lados e de todos os ângulos. Temos que ser também, advogados do diabo.

Vamos falar por exemplo sobre das polêmicas da Lei Rouanet que é da nossa área. Uma das polêmicas foi a da Maria Bethânia. Ela aprovou R$ 1,3 milhão para criar blog “O Mundo Precisa de Poesia”. Vamos analisar os fatos: 1)- Maria Bethania teve a aprovação dos 1,3 milhão – para ser captados. Na época da polêmica não diziam isso, não diziam que era só uma aprovação e não uma captação. 2) – O projeto previa a publicação de 365 vídeos produzidos por Andrucha Waddington que é diretor e produtor de cinema e publicidade brasileiro. É um dos sócios da Conspiração Filmes que fez dezenas de filmes entre eles “Eu, Tu, Eles”.

O blog pretendia além de textos, intervenções etc postar diariamente, durante um ano, vídeos bem filmados, produzidos e editados que falassem sobre poesia. Agora vejam o orçamento: 1.300.000 – 100 mil de captação que é o teto = 1.200.000. Mas precisa de um captador? Sem um bom captador é difícil ir ao mercado e conseguir este montante. Então sim, o trabalho dos bons e honestos captadores é importante. É um trabalho demorado, difícil e que leva tempo até que se consiga convencer, mesmo com o benefício da lei, que haja um patrocínio.

Bem, dos 1.200.000 que ficam podemos dividir em 365 dias e chegaremos ao resultado de menos de R$ 3.300,00 por dia. Este dinheiro diário seria para pagar: coordenação do projeto, prestação de contas, contador, divulgação, manutenção do site, direitos autorais, eventuais funcionários, programação e hospedagem do site, cachês e a produção de um vídeo feito em grande qualidade por um importante cineasta e os vários impostos. Garanto que não é um grande valor porque nessa área infelizmente tudo é muito caro principalmente quando é uma grande produção e com pessoas importantes.

Mas aí, o Zeca Pagodinho que aprovou para seu DVD 4 milhões, Luan Santana 4 milhões, Claudia Leite 6 milhões, Ivete Sangalo 2 milhões etc. Por um ou pouco mais de 2 shows e gravações etc. Muitos que conseguiram captar. Aí ninguém falou nada, ou quase nada. Ou falam muito também quando o Pedro Lourenço conseguiu aprovação, mas não conseguiu captar a tempo, R$ 2,8 milhões para seu projeto de ir a Paris com sua moda .

Mas onde está a mediocridade em achar isso tudo um absurdo? Não, isso é mesmo um absurdo para um país como o Brasil. Um país com tantas dificuldades na cultura poderia dividir melhor esta verba. Então, tem muita coisa errada, a lei Rouanet tem muito o que mudar. Mas, o que tem que mudar? As mudanças propostas e que estão em votação não são boas? Se são boas como podemos articular para melhorar e apressar a votação? Se não são boas o que faremos? Vamos acabar com a lei? Quais os números reais de quem é beneficiado com a lei? Quem faz mal uso da lei? Quanto representam os números destes benefícios no orçamento geral da União? Qual o custo x benefícios ela gera, ou não gera? Etc. Só ao responder pontualmente e com fatos estas e outras tantas perguntas é que começaremos a saber se realmente ela é boa ou ruim e o que teremos que fazer.

A mediocridade está quando repetimos os discursos, como a tal Raquel Scherazade do SBT, onde simplesmente fala mal da lei, da antiga ministra Marta Suplicy, faz um discurso político e acaba com a moral de uma lei que muito além do que polemiza, patrocina inúmeros bons e importantes  projetos. A mediocridade está em fincar o pé em um discurso, certo ou errado, e bombardear quem não concorda com isso. A mediocridade está em não sair da nossa zona de conforto e tentar ver as variadas realidades. A mediocridade está quando queremos simplificar a lógica como na piada do português -ou italiano ou brasileiro –  e do japonês (eu conto essa piada no áudio gravado desse texto – veja no meu soundcloud).

O buraco é mais embaixo, a solução para tantos problemas que temos na vida, na carreira, no trabalho, na política, na vida em sociedade é outro. O problema real é que dá trabalho, tem que ler e pesquisar sobre o assunto, ser resiliente e tem que aceitar opiniões. Nada está certo. A lei Rouanet não está certa, tem muita coisa errada. As leis de incentivo não estão certas. Os políticos não estão certos.  A humanidade não está certa. Mas, há sempre o outro lado. Ao pensar assim, ao pensar de verdade e entender de verdade o problema poderemos chegar a soluções realmente efetivas. Não há almoço gratis. As soluções, muitas vezes simples, são trabalhosas. O mérito não é estar certo e convencer as pessoas, o mérito é ouvir as pessoas, olhar e entender a situação e aí mudar a nossa idéia com a certeza de que estamos evoluindo.

Precisamos sair da mediocridade ´para melhorar nosso trabalho, nossa vida, nosso sonhos. Os medíocres, por preguiça ou desconhecimento, simplesmente acatam, repetem e se contentam com o que diz e manda a maioria. Ter pensamentos e questionamentos variados nos faz sair do médio e nos leva para discursos e soluções mais inteligentes e efetivas. Quando tivermos no pensamento a certeza de que não temos certeza do que estamos afirmando, estaremos no caminho certo.

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O QUE PROJETOS CULTURAIS TEM A VER COM UMA RECEITA DE BOLO???

@PROJETOSEstamos numa época em que se fala tanto de culinária e temos tantas receitas  programas de TV, publicações, canais no youtube e mais sobre o assunto.

Escrever projetos É COMO CRIAR UMA RECEITA DE BOLO. Há muito tempo falo para meus alunos que escrever um projeto é como criar uma receita qualquer, como uma receita de bolo por exemplo. Tem que ter começo, meio e fim. Tem que ter ingredientes e modo de fazer. É um passo a passo para executar o projeto, do bolo. E em projetos culturais, sociais e outros o conceito é o mesmo.

O que é a receita = do que se trata o projeto, porque quis fazê-lo, porque ele é importante, o que pretende com ele.

Ingredientes: quais os recursos humanos, quais os recursos materiais, qual estrutura, qual logístia seu projeto irá precisar. No caso dos nosso projetos, cada um deles com seu orçamento especificado.

Mise en place: Etapa inicial para o preparo de qualquer prato, na qual separam-se todos os utensílios e ingredientes necessários para executá-lo. Antes de iniciar a execução de um projeto temos que ler, levantar as informações necessária, contratar as pessoas, locais etc. Marilia_e_Roberto-820

Modo de fazer: A receita x ingredientes x  tempo = cronogramas de execução variados.

Como servir: decoração, divulgação, custos para o público, distribuição etc.

A brincadeira e a alusão à receitas é para também mostrar que não é nenhum bicho de sete cabeças escrever e executar um projeto.

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