DICIONÁRIO PARA EMPREENDEDORES CRIATIVOS E ANTENADOS

INTELIGENCIA__PROJETOS_EVENTOS_2Bem, agora que você sabe que precisa pensar também em administração, gestão, marketing e finanças dentro do seu projeto, sua empresa, sua Ong e até o seu coletivo, vale saber quais são as palavras usadas hoje e o que cada uma delas quer dizer. Na Inteligência usada em Projetos e Eventos, conhecimento nunca será demais. Confira abaixo:

ACELERADORA ou INCUBADORA–  Empresa que funciona como um centro de estudos e consultoria para empreendimentos embrionários. São locais onde há, ou não, capital financeiro mas existe toda orientação e apoio de profissionais, universidades e outros para o desenvolvimento de novas empresas, startups e novos negócios. Aceleradora – é o nome atualmente usado para as incubadoras principalmente na área tecnológica.

BREAK-EVEN OU PONTO DE EQUILIBRIO DE UM PRODUTO OU SERVIÇO – é a quantidade mínima de produtos\serviço a ser vendido para cobrir os gastos mensais de uma empresa. Quanto tenho que vender para não ter prejuízo.

CANVAS MODEL – matriz de modelo de negócios criada por Alex Osterwalder e Yves Pigneur em 2010 para realizar o Business Model Generation (BMG) um método para avaliação ou criação de novos negócios.  Veja aqui a matéria sobre o tema.

CO-WORKING ou COWORKING – modelo de trabalho que baseia no compartilhamento de espaço. Exemplo um espaço que disponibiliza mesas, acesso a WiFi e linhas telefônicas para escritórios, pontos de trabalho, reuniões etc. Você pode pagar por hora, por dia, por mês ou rachar as despesas.  40% do mercado está em São Paulo. Os espaços são divididos por pessoas, geralmente, de uma mesma área de atuação.

CROWDFUNDING – Fundo monetário vindo de uma multidão. É uma forma de obter capital através de campanhas, online ou não, junto a pessoas e empresas interessadas no projeto apresentado. Atualmente existe muitas plataformas online que oferecem facilidades para a campanha. O Kicante é um dos principais.

CROWDSOURCING – trabalho de forma colaborativo onde as pessoas ou empresas ajudam em uma determinada ação para gerar conteúdo, solução de problemas, fluxo de informações etc para um único resultado. Pode haver ou não remuneração financeira. É executar um trabalho com a ajuda de terceiros.

COMPORTAMENTO – Atitude, forma de agir e de se comportar. Importante para realizar efetivamente seus projetos.

CUSTO DE MATERIAL – custo do material usado no produto. (Ingredientes de uma torta por exemplo ou os materiais como folder e cartazes na divulgação de um evento)

CUSTO FIXO – é a soma de todas as despesas mensais de um empreendimento que esteja funcionando mesmo que ela não tenha nenhuma venda. Mesmo que o custo tenha variação.

CUSTO VARIÁVEL – custo de materiais, insumos ou serviços que eventualmente sejam necessários. Por exemplo: a energia elétrica mensal de um espaço pode ser variável, mas está dentro dos custos fixos. Já a compra de uma lâmpada, que eventualmente queimou, está nos custos variáveis.

DESPESA – é tudo que se gasta em um determinando tempo. Mês, dia, semana, projeto.

DESIGN THINKING – é o pensamento do design onde a empatia é o principal ingrediente. São ideias pensadas em conjunto e de forma livre. O foco é realizar ações que tenham um real entendimento das necessidades das pessoas para o qual o projeto está sendo desenvolvido. O principal recurso para o desenvolvimento, que normalmente é feito em equipe, são os post-its.

EARLY STAGE – nome que se dá a empresas que estão em estágio inicial em suas atividades. Normalmente até 3 anos de existência.

ELEVATOR PITCH OU PICHT– supostamente surgido em Los Angeles para apresentar em até 30 segundos um roteiro para algum produtor em Hollywood. É usado no mundo empreendedor para “vender” a ideia do seu negócio abordando os principais pontos. A média aceita hoje para se ter um Pitch é de até 3 minutos.

EMPREENDEDOR – pessoa que deseja realizar, executar, deixar sua marca e fazer a diferença.

EMPREENDEDOR SOCIAL – o empreendedor que atua com negócios com fins lucrativos, mas com proposta social. Ocupam o chamado setor 2.5

EMPATIA – guarde essa palavra e desenvolva esse dom. É a forma de se colocar no lugar da outra pessoa para conseguir entender seus sentimentos, suas respostas, seus argumentos, sua visão de mundo.

ESCALABILIDADE – possibilidade de replicar um produto com facilidade e com a mesma qualidade. Na área da produção artesanal tem se falado muito sobre este tema: como entregar um produto artesanal com a mesma qualidade em cada produção.

FERRAMENTAS DE MARKETING – meios que a empresa usa para aproximar seus consumidores dos produtos ou serviços que ela oferece. A propaganda é uma ferramenta de marketing.

INVESTIMENTO – é todo dinheiro investido em um negócio, empreendimento, projeto (equipamentos, melhorias, serviços etc)

INVESTIDOR ANJO – são profissionais que atuam nos novos mercados tecnológicos. Eles destinam, normalmente, pequenas somas a novos projetos tecnológicos no risco de conseguir, ou não, fazer parte de uma grande inovação e com altos rendimentos.

LEAN STARTUP – Empresas, na área de tecnologia principalmente, que lançam protótipos de teste para determinados grupo de clientes e assim avaliar suas possibilidades. Chamam o protótipo de Produto mínimo viável (MVP).

MARKETING- Market em inglês é mercado. Marketing é o mercado em movimento. A forma de programar ações para agir perante o público, chamando atenção e movimentando as vendas.

MEI –  Micro Empreendedor Individual – um formato de empresa individual que pode ser aberta inclusiva online pelo empreendedor. O custo mensal é de apenas o valor do INSS individual. Porém, o faturamento mensal está restrito a pouco mais de 5 mil por mês na emissão de notas fiscais.

NETWORKING OU REDE DE CONTATOS E RELACIONAMENTOS- estabelecimento de contatos e relacionamentos. Muito mais do que uma “mala direta” estes contatos devem ser acionados com frequência definida, para ampliar as possibilidades de negócios.

PREÇO DE VENDA – quanto custa seu produto ou serviço no mercado.

PRÓ-LABORE – remuneração mensal que os donos retiram da empresa pelo serviço prestado à própria empresa.

PME – pequenas e médias empresas.

PIVOTAR –  dar novo rumo, nem sempre fugindo do objetivo final, em um negócio.

PERSONA – cliente típico\ publico alvo de um blog, negócio digital, site etc.

REMUNERAR – pagar salários, cachês, honorários.

PERSUASÃO – capacidade de convencimento do outro.

ROI – retorno sobre o investimento.  Porcentagem de ganho em relação ao dinheiro investido.

STAKEHOLDERS – todas as pessoas, de vários seguimentos, envolvidas com o seu negócio. Fornecedores, funcionários, clientes, prestadores de serviço, imprensa e outros. Todos os que serão de alguma forma impactados pelo projeto.

SPEED CAPITAL – “capital semente”, aquele usado para dar início a um negócio.

STORYTELLING – contar a sua história de superação, de empreendedorismo. E uma forma de comunicar com o público através de histórias pessoais, histórias relacionadas aos produto ou serviço, superação e cases de sucesso etc.

VALIDAÇÃO – validar uma ideia, uma empresa, um projeto, é colocar à prova do mercado e avaliar seus resultados de fato. A validação é feita geralmente em um grupo restrito ou escolhido para controlar os resultados de forma mais efetiva.

Gostou? Curta, comente, envie seus comentários e dicas. Mas principalmente compartilhe, CONHECIMENTO TEM QUE CIRCULAR. 😉

(Fontes de pesquisa: Livro Aprender e Empreender – SEBRAE \Fundação Roberto Marinho – HSM Management- Sites pela internet – Wikpédia)

CULTURA, CONSUMO E AÇÕES COLABORATIVAS – UMA IDÉIA QUE VAI MUDAR O MUNDO

@REDEDEPRODUÇÃOQuinta é dia de falar e trocar idéias sobre a nossa REDE COLABORATIVA DE PRODUÇÃO. E hoje, vamos falar sobre a cultura da colaboração, do compartilhamento. Este “setor” ou “seguimento” da economia já tem uma taxa de crescimento anual em torno de 25%, segundo a MIT Sloan*. Eles dizem que podem chegar a movimentar US$ 110 bilhões anuais nos próximos anos. A revista TIME  disse que o os mercados colaborativos são “uma das 10 idéias que vão mudar o mundo.”

Com uma cultura, posicionamento e ações colaborativas, você pode doar, emprestar, partilhar, colaborar, trocar, alugar etc. Tudo sem a necessidade de acumular. Encurtando caminhos, economizando, tornando a vida mais sustentável, viabilizando boas idéias.

@criativo2Modernidades como Crowdfunding (financiamento coletivo), coworking (compartilhamento de espaço de trabalho), crowdsourcing (produção que utiliza conhecimento coletivo), carpooling (carona solidária), carsharing (aluguel de carros por algumas horas), a troca de serviços ou produtos e tantos outros, são ações dentro desse novo mundo da economia, a CULTURA E O PENSAMENTO COLABORATIVO. E o colaborativo se faz com pessoas engajadas em tornar o mundo um lugar melhor.

Hoje já é possível usar uma rede Wi-fi gratuita, com mais de 8 milhões de pontos em todo o mundo, a partir da liberação de sua própria rede de internet no Fon.com. É  possível alugar uma bicicleta ou usar gratuitamente em todo o mundo, onde já existe mais de 500 mil bicicletas compartilhadas. Trocar livros que já leu por outros que ainda não leu. Serviços como o Spotfy.com já são realidade e já tem muitos “concorrentes”. Serviços como o Impact Hub em São Paulo vão além do compartilhamento de espaço e oferecem serviços colaborativos onde se paga muito menos por muito mais.

Esse pensamento tem muito do cooperativismo, movimento iniciado em 1844, pelos pioneiros de Rochdale na Inglaterra. A Sociedade Equitativa dos Pioneiros de Rochdale  foi uma cooperativa de consumo. Esta foi a base para a construção do movimento cooperativo que hoje, com mais de 150 anos, está em todo o mundo e emprega e beneficia mais de 8 bilhões de pessoas.

Até mesmo os mercados mais formais, as empresas varejistas estão começando a estudar como o consumo colaborativo, como esse novo pensamento pode ser aproveitado para suas ações.

Rachel Botsman,  pesquisadora e consultora que fala sobre o poder da colaboração e compartilhamento através de tecnologias de rede e como ele vai transformar o negócio, o consumo e o mundo em que vivemos – escreveu o livro “O que é meu é seu” ou “The Rise of Consumo Colaborativo”.  Desde 2012 já temos a publicação em português e aconselho a leitura.

Rachel, a Time, as principais universidades e pesquisadores do assunto concordam com uma premissa: A regra básica para estas ações é a reputação dos pares. Mas sobre reputação, confiança e brasileiros vamos falar na próxima semana.

E é assim que estamos caminhando nos pensamentos e definições da nossa REDE COLABORATIVA DE PRODUÇÃO. Em outubro estaremos juntos em um evento muito bacana. Venha ser parte dessa criação. Informações: limaprojetoseventos@gmail.com

Gostou? Curta e comente. E principalmente compartilhe. Conhecimento tem que circular.

* A MIT Sloan School of Management é uma das cinco faculdades do Massachusetts Institute of Technology, localizado em Cambridge, no estado norte-americano de Massachussets.